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A fossilização da autenticidade corporativa

O PUNHO NO QUEIXO

A fossilização da autenticidade corporativa

Auditossauros O Punho no Queixo

Arte original da série Auditossauros | jcn 28/08/25

Você já deve ter visto essa cena no LinkedIn: profissionais posando para a foto com o punho cerrado apoiando o queixo. É a "pose da reflexão profunda", quase um fóssil corporativo.

A ideia é clara: transmitir seriedade, introspecção e credibilidade. Mas, quando todo mundo repete o mesmo gesto, o efeito é o oposto: a autenticidade se petrifica.

O MANUAL INVISÍVEL DAS POSES

Erving Goffman (1959): Nos apresentamos em sociedade como atores em um palco. O LinkedIn virou esse palco, e a pose do queixo é o figurino preferido.

Pierre Bourdieu (1979): Hábitos e gestos funcionam como marcadores de pertencimento. No fundo, posar assim virou um "selo simbólico" de quem quer sinalizar: "sou do grupo".

Byung-Chul Han (2015): Vivemos sob a pressão da performance contínua. Cada gesto vira parte de uma vitrine onde precisamos parecer produtivos e reflexivos.

HUMOR JURÁSSICO APLICADO A PROVOCAÇÃO

A questão não é rir de quem usa a pose, mas refletir sobre como nos mostramos. Será que estamos realmente comunicando quem somos, ou apenas encenando o que esperam de nós?

O perigo é que, ao repetir padrões, a singularidade vire apenas mais um fóssil visual. Autenticidade deveria ser rara como âmbar jurássico.

E VOCÊ?

Acha que a pose do punho no queixo ainda passa credibilidade ou já virou fóssil?


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